terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Reveillon, Champanhe, vinhos e ressacas.


Todos felizes com a passagem de ano, em virtude das boas energias, aspirações poéticas, religiosas, a escolha do Rio como sede das Olimpíadas, das obras do PAC, dentre outras razões importantíssimas. Coincidentemente, trata-se de época cheia de comes e bebes especiais, geralmente pratos típicos de outros países, feitos e comidos anualmente por nós, por isso devemos aproveitar, não é?!

Alguns comem tudo o que tudo é ofertado _ tudo mesmo _, ingressando no novo calendário com a promessa da dieta perfeita que o fará perder o excedente e mais um pouco até o meado de fevereiro (por que será?!??!). Outros, por seu turno, optam em beber e _ com o mesmo critério de alguns comilões _ eles bebem... Eles bebem porque é líquido! Agora, se líquido precioso travestir-se de um bom vinho ou champanhe, eles bebem mais ainda! Para estes beberrões, basta ser "docinho" e ótimo! Assim, a substancia nefasta que corre por sua garganta será a mais preciosa do mundo!


 

Ok, nós bebemos. Bebemos, bebemos, bebemos e... ressaca. Mas por que, afinal não fizemos nada de mal. Não é?! NÃO. Saibam que: _ nem tudo que reluz é ouro; _ nem tudo que é tinto e possui álcool é vinho; _ nem toda bebida gasosa, com rolha, vendida na virada do ano é champagne!


 

Então, pensando ma ressaca do povo brasileiro, em 1988 _ pouco após a promulgação da Constituição vigente _ nossos parlamentares publicaram a Lei nº 7.678, cujo conteúdo disciplina sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho, dentre outras matérias relevantes, nas quais constam a definição de vinho, champanhe e outras preciosidades etílicas. E, saciando nossa curiosidade estritamente jurídica, transcrevo alguns trechos ao final.

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Art. 3º Vinho é a bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura.

Parágrafo único. A denominação vinho é privativa do produto a que se refere este artigo, sendo vedada sua utilização para produtos obtidos de quaisquer outras matérias-primas.

Art. 4º Mosto simples de uva é o produto obtido pelo esmagamento ou prensagem da uva sã, fresca e madura, com a presença ou não de suas partes sólidas.

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Art. 5º Suco de uva é a  bebida não fermentada, obtida do mosto simples, sulfitado ou concentrado, de uva sã, fresca e madura.

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Art. 11. Champanha (Champagne), Espumante ou Espumante Natural é o vinho cujo anidrido carbônico provém exclusivamente de uma segunda fermentação alcoólica do vinho em garrafas (método Champenoise/tradicional) ou em grandes recipientes (método Chaussepied/Charmad), com uma pressão mínima de 4 (quatro) atmosferas a 20ºC (vinte graus Célsius) e com teor alcoólico de 10% (dez por cento) a 13% (treze por cento) em volume.

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Art. 14. Vinho licoroso é o vinho com teor alcoólico ou adquirido de 14% (catorze por cento) a 18% (dezoito por cento) em volume, sendo permitido, na sua elaboração, o uso de álcool etílico potável de origem agrícola, mosto concentrado, caramelo, mistela simples, açúcar e caramelo de uva.

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Art. 17. [...]

        § 1o Aguardente de vinho é a bebida com um teor alcoólico de 36% (trinta e seis por cento) a 54% (cinqüenta e quatro por cento) em volume, a 20ºC (vinte graus Célsius) obtida exclusivamente de destilados simples de vinho ou por destilação de mostos fermentados de uva.

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        § 6o Álcool etílico potável de origem agrícola é o produto com teor alcoólico mínimo de 95% (noventa e cinco por cento) em volume, a 20ºC (vinte graus Célsius), obtido pela destilo-retificação de mostos provenientes unicamente de matérias-primas de origem agrícola, de natureza açucarada ou amilácea, resultante da fermentação alcoólica, como também o produto da retificação de aguardente ou destilados alcoólicos simples. Na denominação de álcool etílico potável de origem agrícola, quando feita referência à matéria-prima utilizada, o produto resultante será exclusivamente dessa matéria-prima.

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Art. 18. Conhaque é a bebida com teor alcoólico de 36% (trinta e seis por cento) a 54% (cinqüenta e quatro por cento) em volume, obtido de destilados simples de vinho e/ou aguardente de vinho, envelhecidos ou não.

Art. 19. Brandy ou conhaque fino é a bebida com teor alcoólico de 36% (trinta e seis por cento) a 54% (cinqüenta e quatro por cento) em volume, obtida de destilado alcoólico simples de vinho e/ou aguardente de vinho, envelhecidos em tonéis de carvalho, ou de outra madeira de características semelhantes, reconhecida pelo órgão competente, de capacidade máxima de 600 (seiscentos) litros, por um período de 6 (seis) meses

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Conteúdo completo no site do planalto: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/1980-1988/L7678.html


 

La Ciencia de Los Inutiles


Aventurera infatigable e incansable investigadora del saber. Remedios se preocupa por el detalle menos obvio de las cosas. Su detallismo nos recuerda a las imágenes del Bosco, su imaginación a los inventos de Leonardo da Vinci, su perfección técnica a los proyectos de ingenería de su padre, y su temática a la mentalidad de alguien con muchas cosas que decir. Remedios crea máquinas, artilugios que se comunican con el mundo, su . Con Ciencia Iníutil purifica o simplemente guarda el agua que procede del cielo en botellas. Sin embargo, se nos oculta la utilización final de tal proceso. La importancia pues, radica en el juego, en el búsqueda del origen de las cosas, en intentar encontrar su razón de ser.

El personaje central acciona una manivela con la que pone en marcha todo el mecanismo. Con este simple movimiento es capaz de hacer funcionar todo un edificio repleto de maquinaria, de sofisticación y complejidad. Pero el alquimista esta preparado, su vestido es pura continuación del suelo del laboratorio, su vestido nos indica su unión con la materia; su vestido es sabiduría acumulada. Nos comunica la importancia de llegar a la unidad y a la reflexión para poder alcanzar metas difíciles.

La cuadrícula terrestre se contrapone con la apertura del paisaje exterior, pero no se repelan, se complementan. De esta manera Remedios explora y encuentra. Nos pide abrir los ojos, estar atentos e insistir en la búsqueda de la magia, en la transformación de la materia. Remedios, nos acerca a otras realidades, a otros mundos y a otras ideas. Ella es el alquimista que transforma nuestra contemplación en una lección de aprendizaje.

Créditos à Blachandoo (The Comatorium)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mad Season (Long gone day)


Não conhecia o trabalho paralelo do Mark lanegan e do cara do Alice in Chains, é, conheço mais o primeiro pela colaborações com o QOTSA.

A música fala por si. Quer dizer, ela é linda, tarantinesca, velhoéstica, sombria, swingada...

Mas realmente o que me cativou nesse vídeo é a expressão DIGNA do Mark Lanegan, o cabeludo, logo no comecinho, seguido de um assustado Layne Staley a contemplar aquele semblante austero e impassível, e pronto pra tragar mais um Camel, ou marlboro, ou Dunhill

Clique e veja

LONG GONE DAY

sábado, 26 de dezembro de 2009


Eu não posso dizer exatamente que curto essas duas bandas, uma até já foi objeto de outra postagem.

O fato é que é divertidíssimo assistir aos clipes de Attack Attack! e Enter Shikari.

ENTER SHIKARI - JUGGERNAUTS

ATTACK ATTACK! - STICK STICKLY

Reparem no segurança tiozão da direita no segundo vídeo, que não entende mto bem a música até o meio dela, começando a "bailar" após.

Salvem os blogs FUKT MP3 e BLOG IS DEAD!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Novos e fodas




Sem me desculpar pela carência de mais detalhes deste post, que é meramente uma recomendação, indico com louvores os novos trabalhos de Otto, Cidadão Instigado e Arnaldo Antunes.

O do Cidadão Instigado, paraibinha pra Maria (outra colaboradora desse blog), é um show de cores e criatividade, com canções lindas sob vários aspectos. Fernando Catatau é um gênio e sua guitarra é uma das melhores de que já possa se ter obtido notícia. destaque para a faixa "Cabeção", a única que ainda não consegui absorver, principalmente pela duração longa e complexidade técnica, mas crássico indiscutível do brega progressivo. Uhuuuuu! (nome do álbum)
Não dá pra citar uma música só do Uhuuuu, pois esse álbum é clássico de ponta a ponta, sem exagero, nada mais que genial. UHUUUUUUUU!!!!!

Detalhe, foda o show dele no circo voador, RJ, dia 24,tocando faixa a faixa do CD na ordem do mesmo e depois fazendo o desfile dos hits do brega progressivo underground, dos álbuns anteriores. Foi foda e eu tava lá.

Otto, por sua vez, na faixa 6 minutos, q tem 6 minutos , paga uma de Nando reis soando melhor que o próprio. Gosto desses cantores, que enfatizam algumas frases como se fossem axiomas nas canções (Isso é pra morrer!Na "6minutos), (isso inclui até o chorão do CBJR de certa forma). A primeira faixa, "CRua", é daquelas que tem arranjos orquestrados grandiosos, que poderia soar pomposa, mas o Otto consegue dissolver essa exuberância na sua já natural performance visceral, dando uma equilíbrio pra canção, lembrando que no cume da melodia principal o Otto mete um "fodia" na letra. BRAVO. Adoro essa perversão lírica do cara... destaque pra Janaína tb (leve mimos pra sereia), que explode num troço meio axé acelerado no final. Voltando a "6 minutos" destaque pra guitarra nervosa com alguns efeitos pra ficar mais nervosa do Fernando Catatau, que dá um toque hendrix na imitação nando reis do Otto. Ah, o álbum chama-se... Essa noite acordei de sonhos intranquilos.

Por fim, acho que ouvi duas músicas ou mais do novo do Arnaldo Antunes, "Iê Iê Iê", confesso que não achei assim tão interessante. Mas como a crítica especializada tá arriando as calças pra ele e o Fernando Catatau ( dando uma de Omar Rodriguez-Lopez, (tá em todas)), a qual tenho profunda admiração artística tb partcipa do álbum, achei pertinente mencionar aqui no final. destaque para o hitzinho "Longe" música fofa e muito bem construída, com direito a solo de guita slashiano ( ou georgeharrisonano na música "Somemthing)e talz.