quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tribunal de Justiça condena empresa de ônibus por danos morais a assalto em ônibus

Há muito os cariocas sofrem com assaltos nos ônibus, sem nada poder reclamar, porquanto era defendia a tese que a segurança é dever do Estado, não cabendo à empresa de transporte urbanos o ressarcimentos dos danos materias advindos com o assalto.

Hoje, para minha felicidade li uma notícia do site do TJ-RJ que condenou determinada empresa de ônibus ao pagamento de danos morais ao passageiro que foi assaltado, aduzindo ser dever dela transportar o passageiro com segurança.

Evidentemente, desta decisão haverá recurso etc., porém é interessante ver uma mudança de paradigma que deixava o usuário de transporte público a mercê da sorte.

Íntegra da matéria:
Notícia publicada em 07/07/2010 13:25

A Viação Vila Rica foi condenada a pagar R$ 3 mil de indenização, a título de danos morais, a Mauro Zylbert por assalto ocorrido dentro de um de seus ônibus. A 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio reformou a sentença por entender que é dever da empresa transportar seus passageiros de forma segura.

No ataque ao ônibus, ocorrido em 6 de agosto de 2008, bandidos armados roubaram a bolsa de Mauro Zylbert junto com seus pertences.

Segundo a juíza relatora, Gracia Cristina Moreira do Rosário, os usuários devem chegar ilesos ao seu destino. A empresa havia alegado que a segurança cabe exclusivamente ao Estado.

“Nos dias de hoje, proliferam os assaltos no curso de viagens, deixando os passageiros despojados de seus bens, quando não se transformam em tragédias de morte. Assaltos são rotineiros na cidade de São Sebastião, dessa forma, as concessionárias de transportes deverão precaver-se para que não ocorram incidentes como o descrito nos autos”, afirmou a magistrada.

Proc. nº 0158548-09.2009.8.19.0001

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dicionário Ideal

Sempre gostei de escrever ao contrário, não sei explicar a razão, apenas gostava. Por conta disso, fui frequentemente taxada de louca, mas eu não ligava. Afinal, cada um com a sua mania... Alguns, escrevem textos, músicas, fazem artesanato... outros, como eu, apenas escrevem ao contrário e gostam disso!


Enfim, hoje fui surpreendida com um dicionário que informa a escrita ao contrário... Isso é Lindo! Tá, ok, ele tb indica a classe gramatical da palavra, o número de letras, separação silábica etc.



Quem quiser aderir à moda, basta acessar o site e começar a exercitaro seu cérebro.



http://www.dicio.com.br/

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olha o Garotinho aí!

O ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (29) deferir a liminar que permite que Anthony Garotinho (PR) concorra ao governo do Rio de Janeiro. Garotinho foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por abuso de poder econômico e pela Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível para as próximas eleições. O TRE-RJ negou recurso a Garotinho em relação a esta ação em sessão realizada ontem (28).

Ribeiro entendeu que como a conduta de Garotinho foi anterior à nova lei, cabe ao plenário analisar o caso. O objetivo da decisão é que o político possa continuar sua campanha até que o recurso que gerou sua inelegibilidade seja julgado pelo TSE.

A defesa de Anthony Garotinho usou como argumentos os próprios votos de Marcelo Ribeiro nas respostas às consultas que determinaram que a Ficha Limpa valeria para as eleições de 2010 e para todos os condenados por órgão colegiado.

Em seus votos, Ribeiro fez ressalvas quanto à aplicabilidade da lei, citando que a Constituição afirma que a norma que alterar o processo eleitoral deve esperar um ano para entrar em vigor. O ministro também ressaltou que os dispositivos alterados não poderiam alcançar os processos pendentes, devendo ser observada a legislação em vigor no momento da decisão.

“Não há, ainda, acórdão referente à consulta citada, mas quem participou do julgamento pôde perceber que mesmo alguns dos eminentes ministros que formaram a corrente majoritária se mostraram, de certa forma, sensíveis aos argumentos a respeito de tal aplicação linear da lei, admitindo a possibilidade de, no exame de casos concretos, chegar a conclusão diversa”, disse Ribeiro em seu voto, referindo-se à consulta sobre a abrangência da lei.

O acórdão da condenação de Garotinho foi publicado pelo TRE-RJ no dia 27 de maio, antes da publicação da Lei da Ficha Limpa, no dia 7 de junho. “Dessa forma, penso, em princípio, que a sanção de inelegibilidade, no caso, incidirá somente após o trânsito em julgado da decisão ainda vigente no momento da decisão, contado o prazo de três anos da eleição em que praticados os ilícitos”, afirmou o ministro do TSE.


Matéria retirada do JC ONLINE - 30/06/2010.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Liminha


Liminha, com suas atitudes fascistas de filhinho de papai burguês é um dos arquitetos do desrespeito que a música brasileira tem com o novo, o diferente, e o que foge dos padrões estabelecidos pela escrotidão pós ditadura filha de militar, político ou de dono de gravadora.

Foda-se ele e quem o cultua

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista foda e evasiva de Bob Dylan


Passo meramente a transcrever entrevista feita por uma jornalista sueca com bob dylan publicada no blog antigo do alexandre matias.

É a melhor demonstração e recomendação de como se deve tratar certos tipos de imprensa. (Leia-se quase todos)

Ao final, uma revelação. Bob Dylan é o precursor do math rock!

ENTREVISTA: BOB DYLAN

Não, o Trabalho Sujo não entrevistou Bob Dylan. Muito menos em 1966. A vítima do cantor é o radialista Klaus Burling, que tentou entrevistá-lo no dia 28 de abril daquele ano, quando Dylan pousou na Suécia. Digo “vítima” porque do mesmo jeito que gostava de confundir seu público, o cantor brincava de atazanar qualquer tentativa de entrevista na época. Sem querer explicar-se, confundia ainda mais o interlocutor. E, mesmo assim, se explicava. Veja se você entende, nesta entrevista cedida pela gravadora Sony.

É muito bom vê-lo em Estocolmo, Bob Dylan, e eu queria saber que agora que você está aqui se você poderia explicar suas canções e você mesmo. O que você pensa da canção de protesto?
Bob Dylan - Um...Er...Deus... Não, eu não vou ficar sentado aqui e fazer isso. Estive acordado à noite toda, tomei algumas pílulas, comi uma comida horrível, li todos os tipos de coisas erradas; estou pra correr num carro a 150 por hora e não vamos sentar aqui e falar sobre mim como um compositor de protesto ou qualquer coisa do tipo.

As primeiras coisas que te deram fama, como The Times They Are A-Changin’ na Inglaterra, são músicas de protesto, não?
Dylan - Oh, meu Deus. Há quanto tempo foi isso?

Há um ano.
Dylan - Certo, bem, quero dizer... Um ano atrás. Eu não quero ser mau ou qualquer coisa do tipo, mas eu gostaria de ser um mentiroso ou um tolo pra continuar nesse negócio. Quero dizer, eu não vou ajudar se você pensa há um ano atrás, sabe?

Não, mas agora você mudou para Subterranean Homesick Blues com guitarra elétrica e outras coisas. Alguma razão especial?
Dylan - Não.

Não?
Dylan - Não.

Como você se chama? Um poeta? Um cantor? Ou você escreve poemas e depois os musica?
Dylan - Não sei. É tão besta. Quero dizer, você perguntaria essas perguntas a um carpinteiro? A um encanador?

Não seria tão interessante.
Dylan - Eu acho que poderia ser, quero dizer, é interessante pra mim, como deveria ser interessante pra você.

Enquanto um apresentador de programa de rádio, não.
Dylan - O que você acha que Mozart diria se você viesse perguntasse esse tipo de perguntas. Que tipos de perguntas você perguntaria a Mozart? Diga-me, Mr. Mozart, er...

Bem, pra começo de conversa eu não o entrevistaria.
Dylan - Bem, então por que você veio a mim?

Porque estou interessado nos seus discos e o público sueco também.
Dylan - Eu também estou interessado nas audiências suecas e nas pessoas suecas e todas essas coisas, mas eu tenho certeza que eles não querem saber essas coisas idiotas, você sabe.

Não, bem, eles lêm um monte de coisas idiotas sobre você nos jornais e eu acho que você poderia ser mais direto aqui.
Dylan - Não posso, eu acho que eles não precisam disso. Eu acredito que eles já saibam. Você não conhece os suecos? Eles têm de ser ditos, não explicados. Você deveria saber de tudo isso. Você não pode explicar pros suecos algo que já se explica. Os suecos são mais espertos que isso.

Você acha?
Dylan - Claro.

Você conhece muitos suecos?
Dylan - Conheço vários e eu também sou um sueco.

Claro.
Dylan - Na verdade, eu venho de um lugar não muito longe daqui, meu amigo.

Vamos tentar ouvir uma canção, então?
Dylan - Pode tentar.

Certo. Qual você sugeriria?
Dylan - Escolha a que você quiser, qualquer uma. Você percebe que eu não estou sendo mau. Estou querendo apenas esclarecer as coisas, você percebe?

Sim e é por isso que eu pedi pra você e você teve uma chance pra fazer isso sozinho.
Dylan - Eu não quero fazer isso.

OK.
Dylan - Não quero fazer nada sozinho.

Sua música está vendendo bem nos EUA. Como se sente em relação a isso?
Dylan - É horrível, porque é uma canção de protesto. As pessoas não deveriam ouvir canções de protesto.

Muitas pessoas compram o disco e ouvem-a no rádio. Então muita gente entende a mensagem.
Dylan - Yeah, eles entendem. Fico feliz que eles entendam. É um bom disco, não?

Como você se sente ao ganhar muito dinheiro se você não está preocupado realmente com isso?
Dylan - Eu gosto de ganhar muito dinheiro.

No começo da sua carreira você não tinha dinheiro e agora você tem bastante. O que você faz com ele?
Dylan - Nada.

Não se preocupa?
Dylan - Não. Outra pessoa cuida disso pra mim. Ainda faço as mesmas coisas.

Quando você escreve uma música, escreve a letra ou põe a música antes?
Dylan - Escrevo tudo, música e letra.

Ao mesmo tempo?
Dylan - A melodia não tem importância, na verdade. Sai naturalmente.

No começo, outros artistas gravavam suas músicas e fizeram sucesso. Como você se sente em relação a isso?
Dylan - Bem, eu não sinto nada. Fico feliz.

Você gosta de ser reconhecido mais como um compositor do que como um cantor?
Dylan - Er, sim, pois é como se fosse tudo de uma vez. Eu não tenho nenhum outro interesse. Eu tinha interesse, aos 13, 14, 15 anos de ser um astro famoso, essas coisas, mas eu estou no palco e seguindo shows ambulantes desde que eu tenho 10 anos. Fazem 15 anos que eu faço o que faço. Eu sei o que estou fazendo melhor que todo mundo.

E o que você quer fazer hoje?
Dylan - Nada.

Nada?
Dylan - Não.

Você gosta de se apresentar? De viajar?
Dylan - Sim, eu gosto. Eu não ligo de viajar, também.

E de gravar?
Dylan - Gosto de gravar.

Você tem uma banda agora, coisa que não tinha no começo.
Dylan - Eu tinha uma banda bem no começo, mas você tem que entender que eu venho dos Estados Unidos. Eu não sei se você sabe como são os Estados Unidos. Não tem nada a ver com a Inglaterra. As pessoas que têm a minha idade, 25, 26 anos, cresceram tocando rock’n’roll.

E você faz isso?
Dylan - Sim, porque é o único tipo de música que se ouve. Todo mundo já fez isso porque tudo que você ouve é rock’n’roll, country e rhythm’n’blues. Em uma certa época toda esta música foi invadida pelo som inofensivo de Frankie Avalon, Fabian, essas coisas. Não que seja ruim ou coisa do tipo, mas não era o tipo de coisa que as pessoas poderiam se espelhar. Então veio a música folk e foi um subsituto por um tempo. Mas só um substituto. Agora é diferente, devido ao fator inglês e o que os ingleses fizeram foi provar que dava pra fazer dinheiro tocando a mesma velha música que nós tocávamos. Isso é verdade, não é mentira, mas os ingleses não tocam rock’n’roll.

O que você acha dos Beatles?
Dylan - Os Beatles são ótimos, mas eles não fazem rock’n’roll.

Você os conhece?
Dylan - Sim, eu conheço os Beatles.

E eles não tocam rock’n’roll?
Dylan - Não, não tocam. Rock’n’roll são quatro batidas, uma extensão do blues de 12 compassos. E rock’n’roll é música de moleque branco de 17 anos. Você sabe, é uma tentativa de forjar sexo.

Como você chama seu estilo, então?
Dylan - Bem, como ninguém toca ou canta como eu, eu não sei.

Como você batizaria sua música?
Dylan - Música matemática.