sábado, 27 de junho de 2009

Walls an Bridges


Pois é, os links de meus posts musicais anteriores já eram, mas é inevitável, e ando meio sem saco de renovar, então quem quiser baixar depois de ler a resenha, é só usar aquele macetinho básico do Google pra achar álbuns...

Esse álbum do John Lennon não me chamou atenção por inteiro, pois apesar de conter ótimas músicas, como "scarred", não me causou muito entusiasmo como um todo. De repente pq ultimamente não tenho podido ouvir álbuns, mas sim músicas isoladas (falta de tempo entre outras coisas).

Mas existem duas músicas nessa gravação que valem mesmo 3 minutos da sua vida para ouvir. As duas são de uma beleza ímpar, bem como de um criatividade absurda do John, fodas...

Só lembrando que Walls and Briges é uma espécie de produto da dor de corno do Lennon na época que a Yoko quis dar um tempo a ele, e Bless You, a primeira das duas canções de que antes falei é algo assim de se ouvir e ficar pensando, o que ele tem que os sertanojos da vida e cantores românticos em geral não?

De repente sentiu realmente a dita lesão cotovelar, e não ficou rimando amor com dor pra vender milhões de discos, pois Bless You é algo assim de inesquecível, puta música. Tem um lance meio que de música de barzinho ou restaurante, mas com a genialidade do Lennon incrustada, prova de que se o músico for bom , não interessa o gênero que ela adere. Pois vc sente a saudade do cara e a dor de corno pulsando a cada segundo da música, algo verdadeiro, quase palpável, coisa de quem entende o que faz.

Já Dream 9, ou algo assim, sei lá, talvez 9 dream... mais conhecida pelo mainstream, usa frases em outra língua no refrão, que não sei qual, problema que um wikizinho resolve tranquilo, é só não ter preguiça de consultar como eu.

Essa música me marcou pela progressão de acordes, que é até simples, mas muito bem construída, artística msm, misturando várias idéias de uma forma que ficou fluída, sem forçar a barra, como algumas bandinhas merdas de math-rock fazem hj em dia, que são um pé no saco.

A parte que mais me chamou atenção em 9 dream é quando o John canta que ouve alguém chamando seu nome, e vem uma voz feminina meio fantasmagórica e terrivelmente sexy dizendo Joooohn, putz! Paudurescente. Sem contar os dedilhados que separam a música, de extremo bom gosto.

Enfim, essas duas tem que ser ouvidas, por quem tá com dor de corno ou não, pois são canções inesquecíveis; e vejam só o que renderam pra eu escrever, talvez mais até do que um álbum inteiro.

Engraçado, hj em dia, pela facilidade em baixar, vejo que muitos, como eu estava fazendo há pouco tempo, houvem músicas em bloco, ouvem álbuns e não sons. Será que isso é bom? Talvez sim, mas às vezes tb acho válido prestar mais atenção em detalhes do que analisar um cd inteiro. Até o próximo post.

Jooooooohn....

segunda-feira, 16 de março de 2009

Santogold


Lendo um best of álbuns de 2008 no excelente blog is dead, minhas atenções se voltaram pra essa menina da qual não tenho informações mais precisas, só sei que faz um som que lembra Strokes e bons clipes, como esse:

Aki

Pra mim é um daqueles casos em que música e vídeo se completam, sendo que nenhum dos dois individualemnte é algo fenomenal. Mas gostei do que vi/ouvi, quem sabe mais a frente ela provoque melhores impressões.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Adnet do Violão



Mister Lúdico e Os Morféticos
Quem já conhece esse cabeludo, q acho ter aparecido na MTV pelo programa Quinta Categoria, vestido de índio e fazendo improvisos "folk" sobre temas variados, e não procurou saber mais sobre essa talentosa figura, não imaginava q ele possui esse grupo de punk folk rock, Mr Lúdico e os Morféticos.

As músicas, q possuem temáticas variadas como proteção aos animais (Caixote), humor romântico negro (Devotchka* Maldita) possuem letras precisas, o que quer dizer q Mr Lúdico descreve as situações q narra bem didaticamente, não recorrendo a metáforas no geral, o q pode soar infantil pra quem não pegar o espírito da coisa.

"Chaves e Chapolin", q parece música de abertura versão punk rock do seriado clássico e agora símbolo rock and roll (os rockers em geral, e todo mundo em geral curtem Chaves), na qual faz um apelo ao SBT em prol das futuras gerações para q não o tire do ar, hilário. ""Avante Chapolin Colorado""

Leatherface se refere ao clássico "Massacre da Serra Elétrica" em tom de ode, num punk rock lento em 12/8, bem legal tb, embora eu a tenha achado longa demais.

O talento de Mister Lúdico como compositor e melodista (ótimas linhas vocais) se revela bem claro em "Red Hair", q é outro shuffle, dessa vez em tom maior, com uma letra um tanto quanto brega, mas q aplicada ao contexto da música fica trashmente bela. (Gostaria de saber o q é gibi do Thanos...) Destaque para o berro no final da música, pois adoro animalidades bem feitas...

Gostei tb da música "Revolução", q fala sobre promessas de políticos. É um punk rock anirvanado, com discursos q permeiam as estrofes cantadas (numa delas o Lúdico diz q não jogará tomates pois são as únicas coisas q tem antes q a fome o mate). A música tem frases ótimas, tipo, "A insurreição ressoará pelos 4 cantos do mundo" ou " Vcs nos deixam mais e mais a deriva num mar repleto de tubarões do neoliberalismo imperialista", essa é minha preferida, pois é como uma ilhotinha rebuscada e metafórica num arquipélago das várias frases simples e didáticas q compõe essa obra.

O cara é foda, um híbrido de Ramones, Nirvana, Raul Seixas e Bob Dylan totalmente original. Não entendeu? Ouça, pois música não se come nem pensa.

Agora vc pode acender a luz.

* Devotchka é uma gíria (nadsat) usada pelos personagens de "Laranja Mecânica", q se refere a "garota".

Rock
Créditos para Ewerton (no orkut, da comunidade "Mister Lúdico e os Morféticos") e blog Kaiserkeller (http://kaiserkeller.blogspot.com)

El Trovador




Sempre tive preconceito com esse álbum pelo mais fútil dos motivos: sua capa. Continuo a achando brega hj, some-se a isso a pouca idade de Dylan ao lançá-lo, 20 anos (eu achava q era menos q isso, o q comprova todo um raciocínio fundado em premissas erradas ou preconceituosas).

É basicamente um álbum de covers (mais precisamente versões), com apenas duas composições de Dylan. O resultado, porém, é animalesco, pois o cara canta com uma energia foda, um violão nervoso e uma gaitinha bem esquizofrênica.

Destaco "In my time of dying", de Blind Willie Johnson (ouçam sua Dark Was The Night!) q comprova a habilidade de Dylan como violonista (muitos acham q seus maiores méritos são como compositor), coverizado tb pelo Led Zeppelin anos mais tarde e a 1ª do tracklist "You're no good", q me causou um baque ao ouvir, tipo "Porra, isso é Bob Dylan?".

Tem tb House of The Rising Sun, q viria a ser um megahit com os Animals.

Aquela vozinha de duende característica do rapaz não aparece tão claramente nesse debut, mas sua marca registrada está lá, por isso acho o álbum tão surpreendente, é uma outra face de Dylan, mais jovem, q é igualmente genial às q viriam a frente.

Além desse acetato, recomendo a qualquer um os docs de Martin Scorsese e "D. A." Pennebaker sobre o cara, em q vemos q não se fazem mais trovadores como antigamente.

Yeah
Créditos ao blog asseteartes.blogspot.com

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dicionário Legal

In Expressis!!

Art. 79 do Decreto nº 73.267/72, que regulamenta a Lei nº 5.823/72.

Champanha (Champagne): "o vinho espumante cujo anidrido carbônico seja resultante unicamente de uma fermentação alcoólica do vinho."

Art. 73 do antigo Código de Propriedade Industrial, Lei nº 5.772/71

Propaganda: "Entende-se por expressão ou sinal de propaganda tôda(sic) legenda, anúncio, reclame, palavra, combinação de palavras, desenhos, gravuras, originais e característicos que se destinem a emprêgo(sic) como meio de recomendar quaisquer atividades lícitas, realçar qualidades de produtos, mercadorias ou serviços, ou a atrair a atenção dos consumidores ou usuários."