quinta-feira, 20 de maio de 2010

Liminha


Liminha, com suas atitudes fascistas de filhinho de papai burguês é um dos arquitetos do desrespeito que a música brasileira tem com o novo, o diferente, e o que foge dos padrões estabelecidos pela escrotidão pós ditadura filha de militar, político ou de dono de gravadora.

Foda-se ele e quem o cultua

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista foda e evasiva de Bob Dylan


Passo meramente a transcrever entrevista feita por uma jornalista sueca com bob dylan publicada no blog antigo do alexandre matias.

É a melhor demonstração e recomendação de como se deve tratar certos tipos de imprensa. (Leia-se quase todos)

Ao final, uma revelação. Bob Dylan é o precursor do math rock!

ENTREVISTA: BOB DYLAN

Não, o Trabalho Sujo não entrevistou Bob Dylan. Muito menos em 1966. A vítima do cantor é o radialista Klaus Burling, que tentou entrevistá-lo no dia 28 de abril daquele ano, quando Dylan pousou na Suécia. Digo “vítima” porque do mesmo jeito que gostava de confundir seu público, o cantor brincava de atazanar qualquer tentativa de entrevista na época. Sem querer explicar-se, confundia ainda mais o interlocutor. E, mesmo assim, se explicava. Veja se você entende, nesta entrevista cedida pela gravadora Sony.

É muito bom vê-lo em Estocolmo, Bob Dylan, e eu queria saber que agora que você está aqui se você poderia explicar suas canções e você mesmo. O que você pensa da canção de protesto?
Bob Dylan - Um...Er...Deus... Não, eu não vou ficar sentado aqui e fazer isso. Estive acordado à noite toda, tomei algumas pílulas, comi uma comida horrível, li todos os tipos de coisas erradas; estou pra correr num carro a 150 por hora e não vamos sentar aqui e falar sobre mim como um compositor de protesto ou qualquer coisa do tipo.

As primeiras coisas que te deram fama, como The Times They Are A-Changin’ na Inglaterra, são músicas de protesto, não?
Dylan - Oh, meu Deus. Há quanto tempo foi isso?

Há um ano.
Dylan - Certo, bem, quero dizer... Um ano atrás. Eu não quero ser mau ou qualquer coisa do tipo, mas eu gostaria de ser um mentiroso ou um tolo pra continuar nesse negócio. Quero dizer, eu não vou ajudar se você pensa há um ano atrás, sabe?

Não, mas agora você mudou para Subterranean Homesick Blues com guitarra elétrica e outras coisas. Alguma razão especial?
Dylan - Não.

Não?
Dylan - Não.

Como você se chama? Um poeta? Um cantor? Ou você escreve poemas e depois os musica?
Dylan - Não sei. É tão besta. Quero dizer, você perguntaria essas perguntas a um carpinteiro? A um encanador?

Não seria tão interessante.
Dylan - Eu acho que poderia ser, quero dizer, é interessante pra mim, como deveria ser interessante pra você.

Enquanto um apresentador de programa de rádio, não.
Dylan - O que você acha que Mozart diria se você viesse perguntasse esse tipo de perguntas. Que tipos de perguntas você perguntaria a Mozart? Diga-me, Mr. Mozart, er...

Bem, pra começo de conversa eu não o entrevistaria.
Dylan - Bem, então por que você veio a mim?

Porque estou interessado nos seus discos e o público sueco também.
Dylan - Eu também estou interessado nas audiências suecas e nas pessoas suecas e todas essas coisas, mas eu tenho certeza que eles não querem saber essas coisas idiotas, você sabe.

Não, bem, eles lêm um monte de coisas idiotas sobre você nos jornais e eu acho que você poderia ser mais direto aqui.
Dylan - Não posso, eu acho que eles não precisam disso. Eu acredito que eles já saibam. Você não conhece os suecos? Eles têm de ser ditos, não explicados. Você deveria saber de tudo isso. Você não pode explicar pros suecos algo que já se explica. Os suecos são mais espertos que isso.

Você acha?
Dylan - Claro.

Você conhece muitos suecos?
Dylan - Conheço vários e eu também sou um sueco.

Claro.
Dylan - Na verdade, eu venho de um lugar não muito longe daqui, meu amigo.

Vamos tentar ouvir uma canção, então?
Dylan - Pode tentar.

Certo. Qual você sugeriria?
Dylan - Escolha a que você quiser, qualquer uma. Você percebe que eu não estou sendo mau. Estou querendo apenas esclarecer as coisas, você percebe?

Sim e é por isso que eu pedi pra você e você teve uma chance pra fazer isso sozinho.
Dylan - Eu não quero fazer isso.

OK.
Dylan - Não quero fazer nada sozinho.

Sua música está vendendo bem nos EUA. Como se sente em relação a isso?
Dylan - É horrível, porque é uma canção de protesto. As pessoas não deveriam ouvir canções de protesto.

Muitas pessoas compram o disco e ouvem-a no rádio. Então muita gente entende a mensagem.
Dylan - Yeah, eles entendem. Fico feliz que eles entendam. É um bom disco, não?

Como você se sente ao ganhar muito dinheiro se você não está preocupado realmente com isso?
Dylan - Eu gosto de ganhar muito dinheiro.

No começo da sua carreira você não tinha dinheiro e agora você tem bastante. O que você faz com ele?
Dylan - Nada.

Não se preocupa?
Dylan - Não. Outra pessoa cuida disso pra mim. Ainda faço as mesmas coisas.

Quando você escreve uma música, escreve a letra ou põe a música antes?
Dylan - Escrevo tudo, música e letra.

Ao mesmo tempo?
Dylan - A melodia não tem importância, na verdade. Sai naturalmente.

No começo, outros artistas gravavam suas músicas e fizeram sucesso. Como você se sente em relação a isso?
Dylan - Bem, eu não sinto nada. Fico feliz.

Você gosta de ser reconhecido mais como um compositor do que como um cantor?
Dylan - Er, sim, pois é como se fosse tudo de uma vez. Eu não tenho nenhum outro interesse. Eu tinha interesse, aos 13, 14, 15 anos de ser um astro famoso, essas coisas, mas eu estou no palco e seguindo shows ambulantes desde que eu tenho 10 anos. Fazem 15 anos que eu faço o que faço. Eu sei o que estou fazendo melhor que todo mundo.

E o que você quer fazer hoje?
Dylan - Nada.

Nada?
Dylan - Não.

Você gosta de se apresentar? De viajar?
Dylan - Sim, eu gosto. Eu não ligo de viajar, também.

E de gravar?
Dylan - Gosto de gravar.

Você tem uma banda agora, coisa que não tinha no começo.
Dylan - Eu tinha uma banda bem no começo, mas você tem que entender que eu venho dos Estados Unidos. Eu não sei se você sabe como são os Estados Unidos. Não tem nada a ver com a Inglaterra. As pessoas que têm a minha idade, 25, 26 anos, cresceram tocando rock’n’roll.

E você faz isso?
Dylan - Sim, porque é o único tipo de música que se ouve. Todo mundo já fez isso porque tudo que você ouve é rock’n’roll, country e rhythm’n’blues. Em uma certa época toda esta música foi invadida pelo som inofensivo de Frankie Avalon, Fabian, essas coisas. Não que seja ruim ou coisa do tipo, mas não era o tipo de coisa que as pessoas poderiam se espelhar. Então veio a música folk e foi um subsituto por um tempo. Mas só um substituto. Agora é diferente, devido ao fator inglês e o que os ingleses fizeram foi provar que dava pra fazer dinheiro tocando a mesma velha música que nós tocávamos. Isso é verdade, não é mentira, mas os ingleses não tocam rock’n’roll.

O que você acha dos Beatles?
Dylan - Os Beatles são ótimos, mas eles não fazem rock’n’roll.

Você os conhece?
Dylan - Sim, eu conheço os Beatles.

E eles não tocam rock’n’roll?
Dylan - Não, não tocam. Rock’n’roll são quatro batidas, uma extensão do blues de 12 compassos. E rock’n’roll é música de moleque branco de 17 anos. Você sabe, é uma tentativa de forjar sexo.

Como você chama seu estilo, então?
Dylan - Bem, como ninguém toca ou canta como eu, eu não sei.

Como você batizaria sua música?
Dylan - Música matemática.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Viagra com os dias contados!

Segundo o site do Superior Tribunal de Justiça, o prazo da patente do viagra vence no dia 20 de junho. Segue, abaixo, notícia completa:

O prazo de validade da patente que garante o direito de exclusividade do laboratório farmacêutico Pfizer para a fabricação e comercialização do Viagra, usado no tratamento da disfunção erétil, termina no próximo dia 20 de junho. Após essa data, a patente passará a ser de domínio público e o medicamento poderá ser fabricado na forma de genérico por outros laboratórios.

O julgamento do recurso especial envolvendo o prazo de validade da referida patente foi concluído nesta quarta-feira (28) pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por maioria, vencido o ministro Luis Felipe Salomão, a Seção acompanhou o voto do relator, ministro João Otávio de Noronha, pela extinção da patente em junho de 2010.

Em seu voto vencedor, o relator concluiu que a legislação brasileira determina que a proteção dos produtos patenteados pelo sistema pipeline é calculada pelo tempo remanescente da patente original, a contar do primeiro depósito no exterior. Como a primeira patente do viagra foi depositada na Inglaterra, em junho de 1990, o prazo de exclusividade expira em junho de 2010.

O recurso julgado foi interposto pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que manteve a validade da patente até o dia 7 de junho de 2011. A patente protege a comercialização exclusiva de uma invenção pelo prazo de 20 anos.

O laboratório Pfizer sustentou que o pedido depositado na Inglaterra não foi concluído e que o registro da patente só foi obtido em junho de 1991, no escritório da União Europeia. A empresa queria manter a exclusividade sobre o medicamento até junho de 2011.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

FILA DE BANCO - INconstitucionalidade de Lei Municipal

O Supremo, no último dia do Min. Gilmar Mendes como Presidente, entendeu da seguinte forma:

Suspensão de Segurança (SS) 3026
– Agravo Regimental
Relator: Ministro Presidente
Município de São Paulo x FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos
Trata-se de agravo regimental em face de decisão que indeferiu pedido de suspensão da segurança, ajuizado em face de decisão do TJSP que manteve sentença que declarou a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 13.948/2005-SP, que trata do tempo de permanência dos clientes em filas de instituições bancárias.
A decisão agravada adotou como fundamento o fato de que “tanto a alegada lesão à ordem administrativa quanto à ordem administrativa quanto à ordem pública careceram de suficiente demonstração, mesmo porque os fundamentos trazidos – ofensa aos arts. 2º, 5º inc. XXXII e 30, inc. I, todos da Constituição Federal – dizem respeito ao próprio mérito writ, sobre o qual esta Corte, como visto, não admite manifestação em sede de incidente de suspensão.”
Sustenta o agravante, em síntese, a existência da lesão à ordem pública, tendo em vista reclamações dos munícipes que se utilizam dos serviços bancários, relativas ao longo período de espera para atendimento pelos caixas das agências bancárias. Afirma, ainda, que deve ser considerado, no caso, o princípio da presunção da constitucionalidade dos atos normativos.
Em discussão: Saber se estão presentes os pressupostos e requisitos necessários à suspensão de segurança.

IR - O imposto Robin Hood!

Ricado Alexandre cita, em seu livro, o caráter parafiscal do Imposto de Renda e menciona o seguinte:

"Quem ganha "pouco" nada paga (isenção); quem ganha "muito" contribui sob uma alíquota de 27,5%. Em contrapartida, parte da arrecadação é utilizada para prestar serviços públicos e, em regra, quem usa tais serviços (educação e saúde, por exemplo) são pessoais isentas, uma vez que as que possuem maior renda normalmente têm planos privados de saúde e pagam por educação particular. Dessa forma, o IR acabe tendo uma função extrafiscal embutida: redistribuir renda (alguns, mais românticos, chamam-no, por isso, de imposto Robin Hood - tira dos ricos para dar aos pobres)."

Mais informação: "Direito Tributário Esquematizado" - ALEXANDRE, Ricardo. 4ª Ed.